terça-feira, 2 de outubro de 2012

Jogo do copo

Este é um conto que eu mesmo criei, baseado na brincadeira do copo. Espero que gostem, afinal, estou sem postar ja faz um tempo e espero fazer vocês tremerem de medo.


Era seis da tarde, quando acabei de chegar do colégio, que um amigo meu me ligou. Ele queria me mostrar uma coisa, disse que ia chamar outras pessoas e que seria divertido. Combinamos de nos encontrarmos com a galera no portão da escola, e passar a noite la. Meus pais estavam viajando, e o que os olhos não veem o coração não sente.

Eramos no total de seis pessoas. Eu, meus amigos João e Carlos, e minhas amigas Lúcia, Maria e Jaqueline. Maria, sempre curiosa, perguntou o que ele tinha. Ele abriu a machila e tirou de lá uma bandeja de porcelana muito bonita, com letras escritas. Na época, ninguémsabia o que era um tabuleiro Ouija, então ele nos explicou.... As meninas ficaram com tanto medo que quase saíram correndo. Imagina só, falar com os mortos. Mas depois de insistir, entramos no colégio e nos escondemos até o anoitecer.
As oito horas, somente nós seis dentro do local, fomos para o quarto andar, na sala mais afastada e mais escura. Era inverno, então o vento batia forte na janela, e o frio era indescritível.

Armamos tudo: sete velas negras a nossa volta, uma bíblia foi queimada para atiças os espíritos e colocamos nossos dedos em um pedaço de madeira, com espaço redondo para ver as letras. Perguntamos se havia um espírito ali. Nada. Tentamos de novo. Nada. Maria começou a ficar nervosa e tentou sair, mas quando se aproximou da porta, a mesma bateu com força. Maria caiu no chão devido ao susto. Não conseguia abrir a porta, como sealguém estivesse ali.

João ordenou que voltasse, pois sair do jogo sem permissão significa morte. Ela voltou e fizemos a pergunta "tem alguém aí?". O pedaço de maneira, então, moveu-se violentamente para "Sim". Perguntamos "o que você quer" e , em sequencia de letras, a palavra C-H-A-C-I-N-A foi formada, e todos nos assustamos. Maria ficou histérica e começou a gritar, foi uma gritaria de dez segundos, que de súbito parou. Então ela caiu no chão, pálida como a neve. Maria não estava respirando. João, sentindo-se responsável, foi tentar, em vão, ajuda-la. Mas este, do nada pegou um lápis de seu estojo e introduziu-o no olho, urrando de dor, até que os gritos finalmente pararam. Eu acho que o lápis atingiu o seu cérebro.


Carlos e Lúcia foram tentar ajuda-lo, mas estes, controlados por uma força sobrenatural, pegaram a tesoura, separaram as duas lâminas e em um movimento quase que sincronizado, cortaram as gargantas um dos outros, jorrando sangue na minha cara e na deJaqueline.

Jaqueline disse que todos morreram porque saíram do jogo. Nós não deveríamos sair dali, ou morreríamos. Então ficamos a noite ali, com o dedo no
Ouija, pedindo permissão para sair, que todas foram negadas.

De manhã alguém bate na porta. Nós tínhamos que abri-la, pois nossas gargantas estavam secas demais para gritar por ajuda. Jaqueline disse que ela era a mais velha, portanto era responsável, e foi correndo para a porta, sua própria morte. A porta abre com força, destroçando o seu cranio. Neste momento, o espírito move-se para "sim" e eu sabia que poderia sair. Agora se as pessoas iriam acreditar em mim a história era outra.

Fui internado por loucura mental e, agora que estou "curado", trinta anos depois do acontecido, conto a minha história para aqueles que pensam que o Ouija é uma brincadeira.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

História de um leitor – Roleta Russa

Certa tarde Larissa, Amanda,Tereza e Tarcio estavam no porão da faculdade quando Tarcio teve a ideia de brincar de roleta-russa pois seu pai era policial e tinha um revolver, Amanda concordou, Tereza também, Larissa ficou meio em duvida mas pela pressão dos amigos concordou.
O primeiro foi Tarcio que apertou o gatilho porém nada aconteceu, foi a vez de Amanda que por sorte continuou no jogo e depois foi a vez de Tereza que também por sorte nada aconteceu, Larissa estava assustada, não queria ter brincado só que não tinha mais volta, ela pegou a arma e sentiu como se tivesse uma voz falando em sua cabeça ”NÃO APERTE!” , Tarcio disse:”ANDA LOGO OU VOCÊ ESTÁ COM MEDO?” Amanda e Tereza ajudaram a dar a coragem a amiga que sentindo-se mais segura, apertou o gatilho, em segundos os miolos de Larissa  estavam espalhados pelo chão do porão. Tarcio foi o primeiro a sair correndo de lá com o revolver, Tereza foi logo atrás mas amanda que era mas amiga de Larissa chorou sobre o corpo da amiga já sem vida, ela depois pensou no que tinha feito e correu ao encontro dos amigos que decidiram nunca mais lembrar do assunto,enterraram a arma e jogaram o corpo de Larissa num pântano escuro e sem vida a anos e depois continuaram suas vidas.
Um ano e meios depois, eles se reencontraram e decidiram lembrar dos tempos de faculdade, Amanda foi a primeira a lembrar da amiga, daquele dia infeliz, Tarcio disse que nunca mais tinha lembrado disso até o dia de hoje, Tereza chorou e se lamentou pela amiga e pelos pais dela que sofrem até hoje pelo desaparecimento da filha.
O dia foi passando até que os 3 amigos se despediram e foram embora, cada um para seu alojamento na faculdade. Quando acordaram pela manhã, na porta do alojamento dos 3 estava escrito uma determinada frase, juntando as 3 frases estava escrito a seguinte afirmação: “Daqui a dois dias nós vamos brincar juntos de novo”.
Dois dias depois os 3 amigos foram encontrados mortos do mesmo jeito que Larissa morreu,  finalmente os 4 amigos foram brincar juntos novamente, só que desta vez em um lugar não muito bom!

nunca disque 00

Uma lenda urbana da cidade de Itambá dizia que a muitos anos existia uma antiga central telefônica onde um grave incidente acabou matando sete pessoas. Desde então, o número usado para fazer a discagem direta para o local, o 000, misteriosamente não foi cancelado, mas todos os que ligassem para tal número acabavam sendo assassinados pelos espíritos daqueles que se foram no local.
Adriano e seus amigos eram donos de um blog de horror chamado mistério que tem respostas, onde desvendavam mitos e lendas. Interessados no fato da cidade anunciaram no blog o que iriam fazer, ligando para o número ao vivo na twitcam. Já a noite haviam feito como o prometido, mas diante do fiasco da situação, já comentavam o resultado com os 72 mil seguidores assistindo o comentário bem humorado sobre o fracasso da lenda, até que a imagem simplesmente sumiu, e no áudio somente uma rouquidão existia, perdurando este fato por cerca de 1 minuto, até a imagem voltar e os mais de setenta mil espectadores virem os meninos com o pescoço roxo e de olhos revirados, enquanto uma mão deformada apareceu de relance e sombras estranhas estampavam a parede branca.

À Noite Sózinha


À Noite Sózinha


Esta história se passou quando minha avó veio em 1945, quando tinha 3 anos da Alemanha. Meus bisavós se instalaram no Rio Grande do Sul, num campo. A casa onde minha avó ficou instalada era pequena e assustadora, tinha dois quartos uma cozinha, e um banheiro. Em 1950, minha avó ficou sózinha em casa uma noite, nessa noite estava muito calor. Minah avó estava muito suada e saíu para dar uma volta. Ela viu alguém andando e seguiu essa pessoa. Lhe parecia um homem. Era alto, tinha um casaco preto e uma bengala. Leh aprecia ter 40 anos. Ela foi andando até que ele chegou numa árvore e ficou parado.
Olhou para trás e disse:
-Que faz aqui essas horas da noite?
-Meus pais não estão em casa e vim dar uma volta.
-Vá para casa menina, a noite não é para as crianaças é para os mortos.
Ele olhou para minha avó com uma cara assustadora ele parecia roxo, morto mas minha vó não viu bem pois era noite, mas depois desse dia muitas coisas aconteceram com minha avó. Uma vez ela estava na Igreja, não estava mais ninguém e ela ouviu passos. E às vezes ela sonha com mortes, e com coisas do outro Mundo. Minha avó consultou em 1974 uma médium, a médium aconselhou minha avó a fazer um tratamento e resultou. Mas minha avó envelheceu e deixou de ter paciência e os sonhos voltaram, minha diz que não se importa pois está velha ejá viveu o que tinha de viver. Ela não se importa de morrer, pois não tem medo da Morte.Minah avó me contou, ela não costuma mentir, mas parece de ficção.

domingo, 30 de setembro de 2012


Jeff, O Assassino

Trecho de um jornal local :


TERRÍVEL ASSASSINO EM SÉRIE DESCONHECIDO AINDA ESTÁ A SOLTA.

Depois de semanas de assassinatos inexplicáveis, o assassino sinistro, ainda desconhecido, está com paradeiro desconhecido. Depois de pouca evidência encontradas, um jovem garoto diz ter sobrevivido a um dos ataques, e corajosamente contou sua história.

“Eu tive um pesadelo e acordei no meio da noite. Eu vi que por algum motivo, a janela estava aberta, mesmo que eu me lembre de ter fechado antes de eu ir para a cama. Levantei-me e fechei-a mais uma vez. Depois disso, eu simplesmente rastejei pra debaixo de minhas cobertas e tentei voltar a dormir. Foi quando eu tive uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Olhei para cima, e quase pulei para fora da minha cama. Lá, em um pequeno raio de luz, iluminando entre as minhas cortinas , tinham um par de olhos. Não eram olhos normais. Eles eram escuros, ameaçadores e de um preto profundo e … simplesmente…planando lá, me aterrorizando. Foi quando eu vi a boca. Um sorriso , muito horrendo que fez todos os pelos do meu corpo ficarem em pé. A figura estava ali, me observando. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele disse. Uma frase simples, mas disse de uma forma que só um homem fora de si falaria.

Ele disse ‘Vá dormir’. Deixei um grito escapar, e foi isso que fez ele vir até mim. Ele me apontou uma faca; direto no meu coração; E pulou para cima da minha cama. Eu lutei com ele, chutei, soquei, rolei pela cama, tentando tira-lo de cima de mim. Isso foi quando meu pai entrou no quarto. O homem jogou a faca, diretamente no ombro de meu pai. O homem provavelmente acabaria com ele, se um dos vizinhos não tivesse chamado a policia.

Eles estacionaram na frente da minha casa, e correram para a porta. O homem deu a volta e correu escadas a baixo para a entrada. Eu ouvi um barulho de vidro quebrando. Quando eu sai do meu quarto, eu vi que janela do fundo da minha casa estava quebrada. Eu olhei pra fora, e vi ele correndo já longe. Eu posso dizer uma coisa, que eu nunca vou esquecer o rosto dele. Aqueles olhos malditos, frios, e o sorriso psicótico. Isso nunca vai sair da minha cabeça.”

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Jeff e sua família acabaram de se mudar para uma nova vizinhança. Seu pai ganhou uma promoção no trabalho, e eles achavam que seria melhor viver em uma dessas vizinhanças ‘requintadas’. Jeff e seu irmão Liu não podiam reclamar, uma casa nova e melhor. O que não tinha pra amar? Em quanto eles desempacotavam as coisas, uma vizinha foi conhecê-los.
“Oi” ela disse, “Eu sou Bárbara, moro do outro lado da rua. Bem, eu só queria me apresentar pra vocês, e meu filho também.” Ela se virou e chamou seu filho. “Billy, esses são os nossos novos vizinhos.” Billy disse oi, e correu de voltas para o pátio da casa onde voltou a brincar.
“Bem,” disse a mãe de Jeff, “Eu sou Margaret, esse é meu marido Peter, e meus dois filhos, Jeff e Liu.” Se conhecendo, Bárbara logo os convidou para o aniversário de seu filho. Jeff e Liu estavam prontos para rejeitar, quando a mãe deles disse que adorariam comparecer.Então quando eles terminaram de desempacotar as coisas, Jeff foi até sua mãe.

“Mãe, por que você aceitaria um convite de uma festinha? Não sei se você não notou, mas eu não sou mais uma criancinha.”
“Jeff, nós acabamos de nos mudar pra cá; nós devíamos mostrar que queremos passar um tempo com nossos vizinhos. Agora, nós vamos à festa, e ponto final.” Jeff começou a falar, mas parou logo em seguida, sabendo que não poderia fazer nada a respeito. Quando sua mãe dizia alguma coisa, era aquilo e fim de papo. Ele andou até seu novo quarto, e desmoronou na cama. Ele sentou ali e ficou olhando para o seu teto quando, de repente , ele sentiu algo estranho. Não como uma dor, mas… Um sentimento estranho. Ele ignorou aquilo como apenas um sentimento qualquer. Ele ouviu a mãe chamá-lo de baixo para pegar suas coisas, e desceu.

No outro dia, Jeff desceu as escadas para tomar café da manhã e ir para escola. Quando se sentou para comer , ele teve o mesmo sentimento estranho do dia anterior. Só que agora mais forte. Ele teve uma pequena dor, como um puxão, mas ele ignorou mais uma vez. Assim que ele e o irmão terminaram o café, eles andaram para o ponto de ônibus. Sentaram-se lá, esperando o ônibus. Então, do nada, um garoto de skate pulou por cima deles, por apenas uns centímetros de suas cabeças. Os dois deram um salto, surpresos. “Mas que porra é essa?”
A criança deu a volta foi até eles. Ele deu um pisão na ponta do skate, e pegou com a mão. O garoto parecia ter uns 12 anos; um ano mais novo que Jeff. Ele vestia uma camiseta da Aeropostale e um jeans azul rasgado.

“Ora, ora, ora. Parece que temos carne nova no pedaço.” De repente, mais duas outras crianças apareceram. Um era super magro, e outro era enorme. “Bem, já que vocês são novos aqui, gostaríamos de nos apresentar; Aquele ali é o Keith” Jeff e Liu olharam para o magrinho. Ele tinha uma cara de paradão, que daria pra você um braço esquerdo se precisasse. “E o outro é o Troy” Eles olharam para o gordo. Era um rolha de poço. Aquela criança não devia ter se exercitado desde que começou a engatinhar.
“E eu,” disse o garoto do skate ” sou Randy. Agora, deixe-me explicar; para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus , se é que você me entende.” Liu se levantou, pronto pra socar o garoto até que ele virasse do avesso, quando um dos amigos de Randy puxou uma faca e apontou pra ele “Tsc, tsc, tsc, eu pensei que vocês seriam mais cooperativos, mas parece que vamos precisar fazer do jeito mais difícil.” O garoto foi até Liu, e tirou a carteira do bolso dele. Jeff teve aquele sentimento de novo. Agora estava realmente forte, uma sensação de queimação. Jeff se levantou, mas Liu pediu para que ele se sentasse de novo. Ele ignorou e andou em direção do garoto.
“Ouça aqui, seu punkzinho, você devolve a carteira do meu irmão ou…” Randy colocou a carteira no próprio bolso, e tirou sua faca.
“Ah, e o que você vai fazer?” Assim que ele terminou a frase, Jeff socou o garoto no nariz. Quando Randy tentou tocar o rosto, Jeff segurou seu pulso e o quebrou. Randy gritou e Jeff pegou a faca de sua mão. Troy e Keith correram para pegar Jeff, mas ele era muito rápido. Ele jogou Randy no chão. Keith tentou atacá-lo, mas Jeff se abaixou e apunhalou a faca em seu braço. Keith deixou a faca cair, e caiu logo em seguida no chão gritando. Troy também tentou atacá-lo, mas Jeff nem precisou da faca. Ele socou Troy diretamente no estômago, e Troy caiu de joelhos, e quando caiu, ele vomitou o todo o chão. Liu não conseguiu fazer nada, além de olhar admiradamente para seu irmão.
“Jeff, como você.. ?” Isso foi tudo que ele disse. Eles viram o ônibus vindo, e sabiam que seriam culpados por tudo aquilo. Então eles começaram a correr o mais rápido que puderam.

Enquanto eles corriam, eles olharam pra trás, e viram o motorista do ônibus correndo para Randy e os outros. Eles correram até a escola, sem se atrever a contar qualquer coisa sobre aquilo. Apenas se sentaram e assistiram as aulas. Liu achava que tinha sido apenas seu irmão batendo em algumas crianças, mas Jeff sabia que era algo a mais. E era algo, algo assustador. Quando ele tinha aquele sentimento, e via o quão poderoso era, a única coisa que desejava era machucar alguém. Ele não gostava como isso soava, mas não conseguia deter-se de se sentir feliz. Ele sentiu o sentimento estranho sumindo, e não voltou pelo o resto do dia na escola. Mesmo quando ele caminhava para casa devido à coisa toda, perto do ponto de ônibus, e como agora ele provavelmente não pegaria mais o ônibus,ele sentiu-se feliz. Quando voltaram pra casa, seus pais perguntaram como tinha sido o dia deles, e ele disse com uma voz meio sinistra “Foi um ótimo dia”.

Na manhã seguinte, ele ouviu alguém batendo na porta da frente. Desceu as escadas e encontrou dois policiais na porta, com sua mãe olhando pra ele muito zangada.
“Jeff, esses policiais estão me dizendo que você atacou três crianças. E que não foi uma briga normal, que eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho!” Jeff olhou para o chão, mostrando para sua mãe que era verdade.

“Mãe, mas eles que tinha facas e apontaram para Liu e para mim.”

“Filho,” disse um dos policiais, “Nós encontramos três crianças, duas esfaqueadas, um com uma contusão no estômago, e temos testemunhas de que você estava na cena. Agora, o que você tem para nos contar?” Jeff sabia que era inútil. Ele poderia dizer que ele e Liu tinham sido atacados, mas não havia provas de que não tinham sido eles que atacaram primeiro. Eles não poderiam dizer que eles não estavam fugindo, porque verdade seja dita que estavam. Então Jeff e Liu não poderiam defender-se.

“Filho, chame seu irmão.” Jeff não poderia fazer isso, sabendo que só ele tinha batido nos garotos.
“Senhor, fui… fui eu. Eu fui quem bateu nos garotos. Liu tentou me segurar, mas ele não conseguiu me parar.” O policial olhou para seu parceiro, e os dois acenaram com a cabeça.
“Olha garoto, isso será um ano no Centro de Detenção juvenil…”
“Espere!” falou Liu. Todos olharam para o topo da escada, para vê-lo segurando uma faca. Os policiais pegaram suas armas e apontaram para Liu.
“Fui eu, eu bati naqueles punkzinhos. Tenho as marcas pra provar.” Ele levantou as mangas para revelar cortes e contusões , como se ele estivesse em uma luta.
“Filho, coloque a faca no chão,” disse o policial. Liu afrouxou os dedos, e deixou-a cair no chão. Ele colocou as mãos para cima, e andou até os policiais.

“Não Liu! Fui eu, eu que fiz isso!” Jeff falou, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
“Ah, pobre irmãozinho, tentando pegar a culpa pelo que eu fiz. Bem, me levem embora.” O policial levou Liu até a viatura.
“Liu, fale pra eles que fui eu! Fale! Fui eu quem bateu naqueles garotos!” A mãe de Jeff colocou a mão no ombro dele.
“Por favor, Jeff, você não tem que mentir. Nós sabemos que foi Liu, você não pode impedir. Não faça isso ser mais difícil que já está sendo.” Jeff ficou olhando sem poder fazer nada, enquanto o carro saia velozmente com Liu dentro. Alguns minutos depois o pai deles estacionou na frente de casa, e vendo o rosto de Jeff, sabia que algo estava errado.
“Filho, filho o que houve?” Jeff não podia responder. Suas cordas vocais estavam tensas de tanto chorar. Em vez disso, a mãe de Jeff andou até seu pai para dar a má notícia à ele, enquanto Jeff chorava na garagem.

Depois de uma hora ou mais Jeff voltou para a casa, viu que seus pais estavam ambos chocados, tristes e decepcionados. Ele não podia olhar para eles. Ele não podia ver que eles achavam que a culpa era de Liu. Ele foi dormir, tentando fazer com que a coisa toda saísse de sua mente. Dois dias se passaram, sem notícias de Liu da prisão. Não havia amigos para sair. Nada além de tristeza e culpa. Isso até sábado, quando Jeff foi acordado por sua mãe, com um rosto feliz, ensolarada.

“É hoje, Jeff.” ela disse enquanto ela abriu as cortinas e deixando uma inundação de luz no quarto de Jeff.
“O que é hoje?” Jeff perguntou ainda meio dormindo.
“Ora, é a festa de Billy.” Jeff estava agora totalmente desperto.
“Mãe, você está brincando, né? Você não espera que eu vá para a festa de alguma criança depois…” Houve uma longa pausa.
“Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu. Eu acho que esta festa pode ser a coisa que vai iluminar os dias passados. Agora, vá se vestir.”

A mãe de Jeff saiu do quarto e foi se preparar. Jeff lutou para se levantar. Ele pegou uma camisa qualquer, uma calça jeans e desceu escadas. Ele viu o pai e a mãe todos bem vestidos; sua mãe em um vestido e seu pai em um terno. Ele pensou: por que eles sempre usam essas roupas extravagantes para uma festa de criança?
“Filho, isso é tudo que você vai vestir?” disse a mãe de Jeff.
“Melhor do que usar algo exagerado.”, disse. Sua mãe escondeu a vontade de gritar com ele e escondeu-a com um sorriso.
“Mas Jeff, você poderia se vestir melhor, se quiser causar uma boa impressão” disse o pai. Jeff grunhiu e voltou para seu quarto.
“Eu não tenho roupas extravagantes!” ele gritou ao subir as escadas.
“Basta pegar alguma coisa.” disse sua mãe. Ele olhou ao redor em seu armário para o que ele chamava de fantasia. Ele encontrou um par de calças pretas, que ele tinha para ocasiões especiais, e uma camiseta. Ele não conseguia encontrar uma camisa para sair. Ele olha em volta, e só encontra camisas listradas e padronizadas. Nenhuma que combinasse com a calça. Finalmente, ele encontra um moletom branco, jogado em uma cadeira e colocou-o.
“Você vai assim?” ambos disseram. Sua mãe olhou para o relógio. “Oooh, não há tempo para mudar. Vamos embora.” Ela disse enquanto puxava Jeff e seu pai para fora.

Atravessaram a rua até a casa de Bárbara e Billy. Bateram na porta e encontraram com Bárbara que, assim como seus pais, estava extravagantemente vestida. Enquanto eles caminhavam para dentro da casa, Jeff só via adultos, não crianças.
“As crianças estão lá fora, no quintal. Jeff, que tal você ir conhecer algumas das crianças?” disse Bárbara.
Jeff saiu para o jardim que estava cheio de crianças. Eles estavam correndo em trajes estranhas de vaqueiros e atirando um no outro com armas de plástico. De repente, um garoto veio até ele e lhe entregou uma arma de brinquedo e um chapéu.

“Hey. Quer brincar?” , disse.
“Aah, não mesmo, pirralho. Eu sou muito velho para essas coisas.” O garoto olhou para ele com aquela cara estranha de cachorro pidão.
“Po-favô?” disse o menino. “Tudo bem”, disse Jeff. Ele colocou o chapéu e começou a fingir atirar nas crianças. A princípio ele pensou que era uma ideia totalmente ridícula, mas depois ele começou a realmente se divertir. Pode não ter sido super legal, mas foi a primeira vez que ele havia feito algo que tirou seus pensamentos de Liu.

Assim, ele brincava com as crianças por um tempo, até que ouviu um barulho. Um barulho estranho de rolamento.Então algo bate nele. Randy, Troy, e Keith pulando a cerca assim como seus skates. Jeff deixou cair a arma falsa e arrancou o chapéu. Randy olhou para Jeff com um ódio ardente.
“Olá? Jeff?”, disse. “Nós temos alguns negócios inacabados”. Jeff viu seu nariz machucado. “Eu acho que estamos quites. Eu te dei uma surra e você enviou o Liu para o centro de detenção.” Jeff falou enraivecido.
Randy tinha fúria nos olhos. “Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje.” Quando Randy falou, Jeff correu e Randy foi atrás dele. Ambos caíram no chão. Randy socou o nariz de Jeff, e Jeff agarrou-o pelas orelhas e deu uma cabeçada nele. Jeff empurrou Randy pra longe e ambos se levantaram. As crianças estavam gritando e os pais correndo para fora da casa. Troy e Keith puxaram armas de seus bolsos.
“Ninguém se mexe ou tripas vão voar!” eles disseram. Randy puxou uma faca e apunhalou o ombro de Jeff.

Jeff gritou e caiu de joelhos. Randy começa a chutá-lo no rosto. Depois de três chutes, Jeff pega o pé de Randy e torce-o, fazendo com que Randy caia no chão. Jeff se levantou e correu em direção a porta dos fundos. Porém, Troy agarrou-o.
“Precisa de ajuda?” Ele pegou Jeff pelo colarinho e jogou-o de volta pro pátio através da porta. Enquanto Jeff tenta ficar de pé ele é chutado para o chão novamente. Randy começa a chutar repetidamente Jeff, até que ele começa a tossir sangue.
“Vamos Jeff, lute comigo!” Ele pega Jeff e atira-o para a cozinha. Randy vê uma garrafa de vodka em cima do balcão e esmaga o vidro sobre a cabeça de Jeff. “Lute!” Ele joga Jeff de volta para a sala de estar.
“Vamos Jeff, olhe para mim!” Jeff olha para cima, o rosto cheio de sangue. “Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!” Jeff começa a se levantar.

“Ah, finalmente! Levante e lute!” Jeff agora está de pé, sangue e vodka no rosto. Mais uma vez ele fica com aquela sensação estranha, aquela que ele já não sentia há algum tempo. “Finalmente. Ele está de pé!” Randy diz enquanto corre em direção a Jeff. É quando acontece. Algo dentro de Jeff se encaixa. Seu psicológico é destruído, todo o pensamento racional se foi, tudo o que ele pode fazer, é matar. Ele pega Randy derruba-o ao chão. Ele fica em cima dele e lhe dá um soco direto no peito onde fica o coração. O soco faz com que o coração de Randy pare. Enquanto Randy suspira. Jeff golpeia-o. Soco após soco, o sangue jorra do corpo de Randy, até que ele dá um último suspiro e morre.
Todo mundo está olhando para Jeff agora. Os pais, as crianças chorando, até Troy e Keith. Apesar de estarem assombrados, Troy e Keith apontam suas armas para Jeff. Jeff vê as armas apontadas para ele e corre para as escadas. Enquanto ele corre, Troy e Keith disparam fogo contraele, todos os tiros perdido. Jeff sobe as escadas. Ele ouve Troy e Keith seguindo-o. Enquanto eles disparam suas últimas balas, Jeff entra dentro do banheiro. Ela pega o toalheiro, e arranca da parede. Troy e Keith correm para o banheiro, com as facas em punho preparadas.

Troy move sua faca em direção a Jeff, que se afasta e bate com o toalheiro no rosto de Troy. Troy cai duro e agora tudo o que resta é Keith. Ele é mais ágil que Troy, e desvia quando Jeff tentava acerta-lo com o toalheiro. Ele larga a faca e pega Jeff pelo pescoço, empurrando-o contra a parede. Uma coisa como água sanitária que estava na prateleira caiu em cima dos dois. Ambos sentem a pele queimar e começaram a gritar. Jeff enxugou os olhos da melhor forma que pôde, e puxou o toalheiro, acertando direto na a cabeça de Keith. E antes que Keith sangrasse até a morte, ele deixou escapar um sorriso sinistro.
“O que há de tão engraçado?” Jeff perguntou. Keith pegou um isqueiro e ligou-o. “O que é engraçado?”, disse, “é que você está coberto de água sanitária e álcool.” Jeff arregalou os olhos ao ver Keith jogando o isqueiro para ele. Assim que o isqueiro aceso fez contato com ele, as chamas iniciaram. Enquanto o álcool o queimava, a água sanitária branqueava sua pele. Jeff gritava terrivelmente enquanto ardia em fogo. Ele tentou rolar para fora do fogo, mas não adiantava, o álcool tinha feito dele um inferno ambulante. Ele correu pelo corredor, e caiu das escadas. Todos começaram a gritar quando viram Jeff, agora uma tocha-humana, cair no chão, quase morto. A última coisa que Jeff viu foi sua mãe e os outros pais que tentavam apagar as chamas. Foi quando ele desmaiou.

Quando Jeff acordou tinha um molde de gesso envolvido em torno de seu rosto. Ele não conseguia ver nada, mas sentiu um molde em seu ombro, e pontos por todo seu corpo. Tentou se levantar, mas ele percebeu que havia alguns tubos em seu braço, e quando ele tentou levantar-se ele caiu, e uma enfermeira correu para ajudá-lo.
“Eu não acho que você pode sair da cama ainda.” ela disse, enquanto colocava-o de volta em sua cama e reinserido o cateter em seu braço. Jeff sentou-se ali, sem-nenhuma visão, nenhuma ideia do que estava ao seu redor. Finalmente, depois de horas, ele ouviu sua mãe.
“Querido, você está bem?”, perguntou ela. Jeff não poderia responder embora,pois seu rosto estava coberto por gesso. “Oh querido, eu tenho grande notícia. Depois que todas as testemunhas disseram à polícia que Randy tinha atacado você, eles decidiram soltar o Liu.”
Isso fez com que Jeff quase pulasse, parando, lembrando-se do tubo sair do seu braço. “Ele estará fora amanhã, e então você dois poderão estar juntos de novo”. A mãe do Jeff abraça-o e se despede.

As semanas seguintes foram formadas apenas onde Jeff era visitado pela sua família. Até o dia onde os seus curativos deveriam ser retiradas. Sua família estava lá para vê-lo, como estaria agora sua aparência. Quando os médicos desembrulharam as ataduras do rosto do Jeff todos estavam na ponta das cadeiras. Eles esperaram até o último curativo sobre o rosto de Jeff serem removidos.
“Vamos esperar o melhor,” disse o médico. Ele rapidamente puxa o último pano, deixando agora o rosto de Jeff amostra.
A mãe de Jeff grita ao ver seu rosto, Liu e o pai de Jeff olham horrorizados para ele.
“O quê? O que aconteceu com meu rosto?” Jeff disse. Ele se levanta rapidamente, ignorando a tontura, e corre para o banheiro. Ele olhou no espelho e viu a causa da aflição de todos. Sua cara. Era… Era simplesmente horrível. Seus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Seu rosto se transformou em uma cor branca pura, e seu cabelo chamuscaram de marrom a preto. Ele lentamente colocou a mão em seu rosto. Era como se encostasse em couro agora. Ele olhou de volta para sua família depois de volta para o espelho.
“Jeff”, disse Liu.”Não é assim tão ruim….”

“Não é tão ruim!?”, disse Jeff, “é perfeito!” Sua família toda ficou surpreendida. Jeff começou a rir incontrolavelmente seus pais percebendo que seu olho esquerdo e a mão tremiam.
“Umm… Jeff, você está bem?”
“Bem? Eu nunca me senti mais feliz! Ha ha ha ha ha haaaaaa , olhe para mim. Esse cara caí perfeitamente comigo!” Ele não conseguia parar de rir. Ele acariciou seu rosto sentindo-o. Olhando no espelho. O que causou isso? Bem, você deve se lembrar que quando Jeff estava lutando Randy algo em sua mente, sua sanidade, estalou. E desta vez tinha sido permanente. Agora ele foi deixado como uma máquina descontrolada de matar, e seus pais não tinham noção disso.
“Doutor”, disse a mãe de Jeff, “Meu filho…é, você sabe.. Está bem? Na cabeça?”
“Ah sim, este comportamento é típico para os pacientes que tomam muitas grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não mudar em poucas semanas, traga-o de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico.”
“Ah,sim. Obrigada doutor.” A mãe de Jeff até ele. “Jeff, querido. É hora de ir.”
Jeff olha de longe o espelho, seu rosto ainda formando um sorriso louco. “Tudo bem, mamãe. Ha ha haaaaaahahaaaaa!” sua mãe segurou-o pelos ombros e o levou para pegar suas roupas.
“Isto é o que veio”, disse a moça no balcão. A mãe de Jeff olhou para baixo para ver as calças pretas e o moletom branco seu filho usara no dia da festa. Agora eles estavam limpos do sangue e costuradas. A mãe de Jeff levou-o para seu quarto e fez com que ele colocasse sua roupa. Então eles deixaram, não sabendo que este era seu último dia de vida.


Mais tarde naquela noite, a mãe de Jeff acordou com um som vindo do banheiro. Soou como se alguém estivesse chorando. Ela lentamente caminhou para ver o que era. Quando ela olhou para o banheiro ela viu uma visão horrenda. Jeff tinha pego uma faca e esculpido um sorriso em seu rosto.
“Jeff, o que você está fazendo?”, perguntou sua mãe. Jeff olhou para eles. “Eu não conseguia me manter sorrindo mamãe. Doeu depois de algum tempo. Agora, eu posso sorrir para sempre.” A Mãe de Jeff percebeu seus olhos, anelados em preto. “Jeff, os seus olhos!” Os seus olhos aparentemente nunca fechavam.
“Eu não podia ver meu rosto. Eu comecei a ficar cansado e meus olhos começaram a fechar. Eu queimei as pálpebras para então me ver pra sempre; este meu novo rosto”. A mãe do Jeff lentamente começou a se afastar, vendo que seu filho estava totalmente louco. “O que há de errado mamãe? Eu não sou bonito?”
“Sim filho,” ela disse, “Sim, você é. Lindo… Deixe eu ir chamar o Papai, para que ele possa ver seu lindo rosto.” Ela correu para o quarto e sacudiu o pai de Jeff do seu sono. “Querido, pegue a arma nós…” Ela parou quando viu Jeff na porta, segurando uma faca.
“Mamãe, você mentiu.” Foi a última coisa que os dois ouviram enquanto Jeff corria na direção deles com a faca, esfaqueando ambos.
Seu irmão Liu acordou, assustado com algum ruído. Ele não ouviu mais nada, então ele apenas fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Enquanto ele estava na fronteira do sono, ele teve a sensação estranha de que alguém o estava observando.
Ele olhou para cima, antes que a mão de Jeff cobrisse sua a boca. Lentamente, ele ergueu a faca pronta para mergulhá-la em Liu. Liu debateu-se tentando escapar de Jeff.



”Shhhhhhh”, Jeff disse: “Vá dormir.”

sábado, 29 de setembro de 2012

Conheça os 8 segredos do parque da Disneylândia


1)Há cadáveres na Mansão Assombrada
O passeio pela Mansão Assombrada da Disney World é um dos mais assustadores do parque, mas não pela razão que você imagina. Em seu livro de 1944, Mouses Tales (Contos do Rato), o ex-funcionário do parque David Koeing conta a macabra história de um grupo de turistas que pediu um pouco de tempo extra no passeio para que pudessem realizar uma homenagem à um menino falecido de 7 anos de idade.
A Disney deu permissão à família, mas ao que parece, a homenagem foi apenas uma parte da história. Quando os enlutados foram vistos jogando uma substância em pó no local, a Mansão Assombrada foi imediatamente fechada, até que todos os restos pudessem ser limpos.
Mas, por incrível que pareça, esse fato não aconteceu isoladamente. Despejo de cinzas tem ocorrido em todo o parque, mas nem todas as pessoas tentam fazer isso escondido. Todos os anos, várias famílias pedem permissão para jogar os restos mortais de seus parentes e, de acordo com o porta-voz do parque, a resposta é sempre não.
2) O parque possui os próprios gatos noturnos
A cada noite, na Disneylândia, após o encerramento das atrações, o parque se enche de gatos. Funcionários do parque afirmam que o amor aos felinos ocorre pelo fato deles ajudarem a controlar a população de ratos.
Segundo reza a lenda, os gatos apareceram em 1955 e, ao invés de gastar tempo perseguindo-os, os funcionários decidiram colocar estes animais para trabalhar. Hoje, é feito um controle de natalidade e os gatos que nascem no parque são enviados para a adoção.
3) É um lugar apreciado pelos exibicionistas
Pouco antes da queda brusca da montanha russa Splash, as câmeras da Disney tiram fotos instantâneas para pegar as expressões faciais das pessoas. Porém, no final dos anos 90, as fotografias começaram a serem usadas por pessoas que queriam se exibir.
Eram comuns fotos com pessoas com os seios de fora. Para isso, funcionários do parque começaram a monitorar os turistas desinibidos e a bloquear as fotos antes delas aparecerem no telão para todos verem. Com o tempo, o número de exibicionistas diminuiu.
Em 2009, o parque decidiu que não precisava mais de funcionários para monitorar as fotografias, pondo fim a um dos mais estranhos empregos do parque.
4) Bigodes não são bem-vindos
No início da Disney, o fundador do império exigia que seus funcionários trabalhassem bem barbeados. Por 43 anos, os trabalhadores do parque temático foram proibidos de cultivarem barbas, bigodes ou cavanhaques, mas esta norma caiu, finalmente, no ano 2000.
Porém, quando vários funcionários começaram a ficar barbudos, o parque resolveu mudar a regra novamente. As barbas não estão proibidas, mas é importante que o funcionário já a tenha quando for contratado ou a deixe crescer durante as férias.
5) A Disney World é uma cidade
Quatro anos depois de abrir o parque, em 1955, Walt Disney resolveu que era hora de expandir e, depois de escolher vários locais, optou por um lote de terra em Orlando, na Flórida. Porém, havia um obstáculo em seus planos. A terra do parque se espalharia por dois condados e estaria sujeita a duas administrações governamentais, o que resultaria em uma enorme dor de cabeça burocrática.
Para resolver este problema, Disney pediu à Assembleia Legislativa da Flórida para deixar a empresa governar sua própria terra, tornando Disney World uma cidade separada.
6) Eles pintam a cidade de verde
As partes menos mágicas do parque como cercas, latas de lixo e prédios administrativos são revestidas com uma cor especial, conhecida como Go Away Green uma sombra que tem como objetivo camuflar objetos.
De acordo com funcionários do parque, não há uma fórmula definida da cor, mas alguns fãs já tentaram recriá-la, levando lascas de tinta, alguns disseram já conseguir reproduzir o efeito exato da tal tinta.
7)Você pode jogar basquete dentro da montanha russa
A Bobsled é uma das mais antigas e famosas atrações do parque da Disney, mas o que pouca gente sabe é que no interior da montanha se esconde uma quadra de basquete. Após a construção da montanha, que foi concluída em 1959, a estrutura ocupou dois terços da parte inferior do espaço. Mas então, o que fazer com o espaço extra?
Funcionários do parque votaram pela construção de uma quadra de basquete. Deste modo, uma cesta foi colocada no local e, por questões de segurança, só pessoas autorizadas podem visitar o local.
8)Clube VIP
Escondido atrás de uma parede verde no interior do parque há uma das atrações mais exclusivas e misteriosas do mundo de Disney: o Clube 33.
Walt Disney construiu o clube como um esconderijo secreto para as celebridades e, ele mesmo, foi para Nova Orleans escolher os enfeites e decorações para o ambiente. Durante 44 anos o clube funcionou, atendendo de Johnny Depp a executivos de empresas como Boeing e At & T.
A entrada no clube restrito é bem difícil. Demora cerca de 10 anos para sair da lista de espera e o valor da taxa de iniciação é de US$ 10 mil, além da anuidade de US$ 3,5 mil.

Gwarach-y-Rhibyn
O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro.
Uma antiga família que teria sido assombrada pela  Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam  de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais  no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.

Casa mal assombrada
O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.
Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.
Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:
- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."
Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com umcinto e acabava por acertar o bebê. 
Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma. 
- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."
De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.
Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas. 

Tesouro macabro
A história que contarei a seguir é sobre dois amigos de infância, Pablo e José. Os dois eram mexicanos e andarilhavam em direção de San Juan, um pequeno vilarejo na província de Chiapas.
Estava chovendo muito e os cavalos já estavam inquietos. Pablo observara uma caverna em meio às árvores e exclamou: "Veja José, uma gruta seca. Vamos usá-la como abrigo até a chuva passar." José não titubeou e seguiu seu amigo até a tal gruta. Lá dentro, os dois se abrigaram e acomodaram os cavalos. A caverna era gelada e José sentiu um calafrio que percorreu sua espinha. "Vamos sair daqui Pablo, esta caverna me dá arrepios." Balbuciou José tremendo de frio e medo. "Bobagem! Lá fora podemos até morrer naquele temporal. Aqui nós estamos secos e seguros."Retrucou Pablo.
A chuva não dava nem um sinal de cessar. José estava impaciente e Pablo curioso com a caverna. "Vamos lá para o fundo, estaremos mais seguros lá." Entusiasmou-se Pablo. "Estas louco homem, podemos nos perder naquela escuridão." Protestou José. "Covarde! Vamos lá, seja homem pelo menos uma vez nessa sua vida." Ameaçou Pablo com um sorriso sarcástico. Mesmo temendo pela sua própria vida, José segue o amigo até o fundo da caverna. Pablo, indo na frente, acende um fósforo e se surpreende com o que vê. Jogado ao chão, milhares de moedas de ouro e prata e até algumas jóias que refletiam a luz do fósforo. Junto delas, um esqueleto humano. Pablo dá uma gargalhada e grita."Estamos ricos José, ou melhor, estou rico José!" Virando-se imediatamente para o amigo e apontando a garrucha diretamente para a testa dele. Pablo dá um sorriso e vê o pavor do amigo que suplica."Não Pablo, pelo amor de Deus... nós somos amig...." E um estrondo interrompe a voz de José. Com um tiro certeiro, Pablo espalha os miolos do amigo no chão... "He, he, he...agora o ouro é só meu, todo meu." Recolhendo o tesouro e colocando-o num saco, Pablo já vai até pensando no que fazer com o dinheiro.
O tempo passa e a chuva também. Com o tesouro devidamente embalado, Pablo sai da caverna sorrindo e gozando do cadáver do amigo."Pena que você não poderá se divertir com este dinheiro companheiro." Pablo coloca o saco com o tesouro no lombo do cavalo e ruma para o vilarejo. Chegando lá, ele vai diretamente para uma pensão contabilizar o seu achado. Euforicamente, Pablo sobe para o seu quarto mal podendo conter sua alegria. Já no quarto, o homem tranca a porta e joga o saco no chão. Ao abri-lo, Pablo depara-se com uma cena inesperada e pavorosa. "Não, não pode ser !!!" Agoniza o coitado. Ao invés do tesouro, ele encontrou o cadáver rígido de seu amigo José. 

Casa dos Rostos
Ao entrar em sua modesta cozinha em uma abafada tarde de agosto de 1971, Maria Gomez Pereira, uma dona de casa espanhola, espantou-se com o que lhe pareceu um rosto pintado no chão de cimento. 
Estaria ela sonhando, ou com alucinações? Não, a estranha imagem que manchava o chão parecia de fato o esboço de uma pintura, um retrato.
Com o correr dos dias a imagem foi ganhando detalhes e a noticia do rosto misterioso espalhou-se com rapidez pela pequena aldeia de Belmez, perto de Cordoba, no sul da Espanha. Alarmados pela imagem inexplicável e incomodados com o crescente número de curiosos, os Pereira decidiram destruir o rosto; seis dias depois que este apareceu, o filho de Maria, Miguel, quebrou o chão a marretadas. Fizeram novo cimento e a vida dos Pereira voltou ao normal.
Mas não por muito tempo. Em uma semana, um novo rosto começou a se formar, no mesmo lugar do primeiro. Esse rosto, aparentemente de um homem de meia idade, era ainda mais detalhado. Primeiro apareceram os olhos, depois o nariz, os lábios e o queixo.
Já não havia como manter os curiosos a distância. Centenas de pessoas faziam fila fora da casa todos os dias, clamando para ver a "Casa dos Rostos". Chamaram a policia para controlar as multidões. Quando a noticia se espalhou, resolveu-se preservar a imagem. Os Pereira recortaram cuidadosamente o retrato e puseram em uma moldura, protegida com vidro, pendurando-o então ao lado da lareira.
Antes de consertar o chão os pesquisadores cavaram o local e acharam inúmeros ossos humanos, a quase três metros de profundidade. Acreditou-se que os rastos retratados no chão seriam dos mortos ali enterrados. Mas muitas pessoas não aceitaram essa explicação, pois a maior das casas da rua fora construída sobre um antigo cemitério, mas só a casa dos Pereira estava sendo afetada pelos rostos misteriosos.
Duas semanas depois que o chão da cozinha foi cimentado pela segunda vez, outra imagem apareceu. Um quarto rosto - de mulher - veio duas semanas depois.
Em volta deste ultimo apareceram vários rostos menores; os observadores contaram de nove a dezoito imagens.
Ao longo dos anos os rostos mudaram de formato, alguns foram se apagando. E então, no inicio dos anos oitenta, começaram a aparecer outros.
O que - ou quem - criou os rostos fantasmagóricos no chão daquela humilde casa? Pelo menos um dos pesquisadores sugeriu que as imagens seriam obra de algum membro da família Pereira. Mas alguns quimicos que examinaram o cimento declararam-se perplexos com o fenômeno. Cientistas, professores universitários, parapsicólogos, a policia, sacerdotes e outros analisaram minuciosamente a imagem no chão da cozinha de Maria Gomes Pereira, mas nada concluiram que explicasse a origem dos retratos.

O Mosteiro de Satanás
1952, quinta feira, dia 23 de dezembro. Leonel sai de casa para passar o natal com a família no Rio de Janeiro. Nas estradas mineiras chovia como ele nunca tinha visto antes. Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se estivesse prestes a morrer. Na mesma hora ele parou o carro. Começou a sentir febre e a suar frio. Na estrada não passava um veículo e a chuva tinha apertado mais. Quase cego com a tempestade Leonel avista uma luminosidade não muito longe dali. Caminhando com dificuldade o pobre homem chega até o portão do queparecia ser um mosteiro franciscano . Ele bate na porta e grita por ajuda mas desmaia antes dela chegar.
Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro. Ele estava deitado numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido. Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de monge entra no quarto. "Você deve deixar o mosteiro imediatamente." falou, com uma voz preocupada. "Estou doente, não podem me mandar embora deste jeito, por favor deixe-me ficar.", agonizou Leonel quase chorando. O monge não disse mais nada e se retirou do recinto. Preocupado em ter que ir embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer. Por instinto Leonel  desce as escadas da masmorra. Uma voz o chama. Ela vem de uma cela, a porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque conversa com Leonel. "Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você também se não fugirmos logo. Por fa..."Antes do sujeito concluir o monge alto grita com Leonel. "Saia daí!!!" agarrando-o pelo braço o monge arrasta o enfermo rapaz escada acima. O pobre Leonel não tinha forças para reagir e foi levado facilmente.
Já em uma sala gigantesca repleta de monges Leonel se vê como um réu sendo julgado. O franciscano que parecia o líder falou. "Rapaz, você deve ir embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui. Sabemos do seu estado de saúde mas não podemos deixá-lo ficar". Leonel mal ouviu o homem e desmaiou novamente. O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra.
A porta do quarto estava aberta e Leonel sai a procura do homem que estava preso no andar de baixo. Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade já pedindo ajuda. “Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de uma seita maligna. São adoradores de Satanás.” Tremendo como uma vara verde em dia de chuva, Leonel corre atéum pequeno depósito em busca de uma ferramenta capaz de abrir a cela. Minutos depois ele retorna com um imenso pé de cabra.
Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabada de ter sido contada. Sem saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de cara com um monge de quase dois metros de altura. “ O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o franciscano. “Me solte! Me solte seu filho de Satanás!” Gritava Leonel tentando se soltar do agarrão  do monge. Com um olhar de temor e raiva o homem alto encara o pobre Leonel... “Você não sabe o que fez... sua vida está condenada agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo predileto. Sua alma será dele”. Logo após o monge ter terminado de falar Leonel dá um grito de pavor... seu último grito de pavor. Naquele instante o pobre e inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma literalmente para  os quintos dos Infernos, ao lado do, agora, seu eterno mestre, Satanás.

As flores da morte
Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.
Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.
Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.
Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.
A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.
Lendas Urbanas - A Carona

Lendas Sobre o Prédio de Cibele Dorsa

Cibele Dorsa foi uma linda e competente atriz que morreu dia 26 de abril de 2011. Ela se suicidou do sétimo andar do apartamento onde morava, no bairro Morumbi, em São Paulo. Este fato fez reaparecerem algumas lendas sobre aquele local que já estavam esquecidas. Sem falar que, em 30 de janeiro de 2011, o noivo de Cibele se suicidou da mesma maneira.

Reza a lenda que depois do suicídio do amado, esta atriz passou a falar com o seu espírito e a ter sonhos com ele. Nestas aparições, o noivo sempre pedia perdão para ela e demonstrava que estava sofrendo muito em outra dimensão. Então, Cibele escreveu sobre estes acontecimentos em seu livro intitulado Cinco da Manhã. Outro fato misterioso é que na época do seu próprio suicídio Cibele Dorsa estava atuando numa peça de teatro intitulada As Princesas do Castelo Encantado, onde interpretava A Bela Adormecida.

Após a morte trágica desta atriz chegou à mídia uma Lenda Urbana contando que no século dezenove, no local onde fica o prédio onde Cibele e seu noivo se suicidaram, morava um fazendeiro chamado José. Um dia, a esposa e os filhos abandonaram este pobre fazendeiro. Assim, o moço entrou em depressão e suicidou-se enforcado. Durante anos naquela região, existiu a lenda de que aquelas terras eram amaldiçoadas e que nelas aparecia o fantasma de um homem enforcado. Durante a construção do prédio apareceu a lenda de que alguns pedreiros viram o espírito de um homem enforcado e que após isto sentiram uma forte depressão e vontade de morrer. Depois surgiram causos de que antes da atriz morar naquele edifício, vários moradores viram o fantasma de um moço enforcado.
Até hoje não se sabe se, realmente, estas lendas são verdadeiras. Porém estes causos são, verdadeiramente, misteriosos e curiosos.
Luciana do Rocio Mallon.
O Espectro na Escola
"A fúria impetuosa da rajada que entrava quase nos elevou do solo. Era, na verdade, uma noite tempestuosa, embora asperamente bela, uma noite estranhamente singular, no seu terror e na sua beleza." Edgar Allan Poe
Segundo o que são ensinados nas aulas de física e química, tudo que vemos ou sentimos é formado por matéria. Temos recordações agradáveis quando inspiramos o aroma de areia molhada pela chuva de uma grande tempestade misturada com o odor de maresia do litoral. Este cheiro chega ao nariz empurrado pelos vendavais quentes que vem do noroeste e seguem em direção ao oceano, onde alcançam o equilíbrio. A sensação dum tenebroso temporal na praia é percebida pelo fado do oxigênio, dióxido de carbono e outros gases empurrarem estas moléculas aromáticas contra nosso corpo através do ar em movimento. Entretanto, tal odor agradável e ao mesmo tempo assustador não pode ser registrado por nenhum aparelho eletrônico. Esta é uma sensação que só permaneça registrados nas nossas mentes humanas.
E quando a matéria deixa de existir ficando apenas uma energia, como um potente relâmpago, será que pode ser fotografado? Isto é visto como uma inversão incomoda, uma vez que não se pode registrar visualmente certas matérias mas uma grande energia acumulada vira uma linda imagem nas páginas dos livros de ciência.
E o acumulo de energia de um espírito materializado também pode ser fotografado? Pois foi isto que ocorreu num sábado de outono dentro de uma escola perto da praia.
Era um grupo de cinco jovens, que também estudavam física e química, integrantes da fanfarra que preparavam-se para a manutenção dos instrumentos do colégio e planejar a convocação de todos os alunos para integrarem a banda que deveria estar afinada até 7 de Setembro. Eles aguardavam a caseira abrir o portão e discutiam uma escala de horários para a divulgação, nas salas de aula, que fariam na próxima segunda feira.
Antônio, sujeito brincalhão, como todo gordo era muito simpático; ele já tinha concluído o ensino médio, por isto era o mais experiente e líder das liras. Ali também estavam às irmãs Paula e Vanessa, a primeira coreografa porta-estandarte e a outra, que cursava o primeiro ano, namorava Diego. O baterista Diego tocava no grupo de louvor de sua igreja, logo não poderia ensaiar aos domingos e aproveitava aquele dia de sábado para namorar mais do que treinar. Já o último do grupo, Sérgio, é o mais estudioso e também o que sofria com as brincadeiras do guloso Antônio.
Seguiram então os cincos, acompanhados com a caseira, pelo enorme corredor onde dava acesso as salas de aulas. O som seus diálogos se propagavam pela excelente acústica da escola vazia e iluminado apenas por parte dos raios solares que atravessavam os vidros encardidos das janelas das classes. Na metade do caminho havia uma saída que dava para um modesto pátio sujo por folhas secas que desprendiam de uma enorme árvore no centro; após atravessarem o jardim e a quadra ambos entraram em outro anexo. Na segunda construção encontrava-se – na parte térrea – banheiro dos alunos, depósito de limpeza, uma escadaria protegida por grades, refeitório e a cozinha. O cadeado que dava para os lances de escada foi destrancado pela moradora, que partiu em seguida para o outro lado do terreno, onde ficava sua casa. Além da biblioteca, no segundo piso também havia um pequeno escritório, mais parecido com um depósito empoeirado, onde o Grêmio fazia suas reuniões e mantinha uma mesa de ping-pong montada, além dos instrumentos da fanfarra.
A formação daquele grupo era bem recente, porém eles tinham um entrosamento ainda imperceptível que se completavam, como várias engrenagens trabalhando de maneira sincronizada, onde agindo em conjunto faziam a maquina funcionar. Eles já se conheciam do 7 de Setembro do ano anterior onde mantiveram contato para uma mobilização que concretizara agora. Há uma outra definição para aqueles jovens, pois eles não eram peças de uma engrenagem, muito menos uma máquina ou algo mecânico. A complexidade dos sentimentos aflorados com características marcante daquelas pessoas mostrava que eles formavam um único corpo com várias cabeças. Antônio contribui para o corpo com seu espírito de mobilização e auxiliado por sua poderosa voz persuasiva; Diego era o mais esperançoso com uma bagagem religiosa, certamente iria manter a persistência nos ensaios; já a inteligência que se destacava entre os demais de Sérgio tinha a incumbência em registrar todos os treinamentos com fotografias para publicar num diário na internet; a atraente Paula é dedicada e muito disciplinada; por outro lado Vanessa era totalmente o oposto da irmã nos sentimentos e só estava ali para permanecer próxima do namorado, pois tinha grandes ciúmes dele. Pelo menos era esta a impressão inicial que um teria do outro.
Ao entrarem na sala Diego pegou uma das raquetes e a bolinha – deixando a silueta dos objetos retirados em destaque, pois estava mais limpo e esverdeado do que o resto da surdida mesa – desafiando Sérgio para uma partida. O jovem nerd aceitou aquilo como uma afronta, pelo fato daquele esporte ser o único em que praticava bem, dando um sorriso sarcástico ao pegar a outra raquete.
Enquanto os dois rapazes gladiavam-se, Antônio e as duas moças iam atrás de panos úmidos para retirar a sujeira dos instrumentos acumulada pelo tempo.
Quando todas as caixas e tambores estavam limpos, Antônio ficou revoltado pois os outros dois ainda estavam jogando na mesa, e num tom autoritário ordenou:
– Aêh!, vocês não vão nos ajudar? – jogando um dos panos imundos em Sérgio e completando – Limpa esta mesa para colocarmos as liras.
O outro sentiu o tecido bater em suas costas e ficar pendurado no seu ombro, manchando sua camiseta branca. Ao notar a avaria em sua camiseta, o garoto de imediato largou a raquete retirando a parte de cima de sua roupa para tentar limpa-la, reclamando:
– Olha o quê você fez com a minha camiseta seu ridículo! Isto não vai mais sair!
– Ridículo são vocês dois que estão brincando enquanto trabalhamos. – e olhando para a mochila do jovem nerd – Trouxe a máquina fotográfica para ficar de enfeite pois ainda não tirou nenhuma foto.
Sérgio então retira o aparelho da mochila enquanto exclamava:
– A primeira foto que vou fazer então é da minha camiseta manchada, por um babaca muito sem graça!
Vanessa então aproxima-se de Diego e num tom intimidador ameaçou Antônio:
– O fato deles não nos ajudarem não é motivo para você praticar tal ato. – e requebrando-se com uma das mãos na cintura completa – Talvez você seja um ridículo mesmo e se continuar assim vai trabalhar sozinho.
O clima naquela sala esfriou de tal forma que um silêncio propagou-se em todos, sem nenhuma palavra agora eles estavam trabalhando de forma incômoda, cada um no seu canto. Quando Antônio não suportando mais se retirou. Mas por pouco tempo, pois em menos de três minutos ele já estava de volta pedindo:
– Alguém aí tem papel higiênico? Nos banheiros estão sem...
Ambos riram com o pedido do gordo chato, porém necessário para o grupo.
– Vai no banheiro dos professores, lá é mais limpo e deve ter papel. Falou Paula sorridente.
Após Antônio sair, Vanessa com um riso malicioso e pega a máquina fotográfico de Sérgio pedindo para ele ligar:
– Sérgio como tira foto aqui! Já teremos a primeira foto de nossos afazeres e o comentário será: “Gordão trabalhando na louça do vaso sanitário”. E saiu atrás de Antônio no banheiro.
Os outros três permaneceram limpando as liras por um tempo, quando um grito de horror feminino ecoou por toda escola e ambos precipitarem-se para ver o quê estava acontecendo.
Encontraram Vanessa nervosamente agachada no canto da parede do corredor e Antônio tentando ergue-la enquanto ela gaguejava:
– Eu vi, eu vi! Es... estava lá! Eu vi!!!
Calma Vanessa, – tranqüilizava Diego enquanto aproximava-se da namorada e questionou – o quê você viu?
Uma... uma mulher de vestido preto. Era um fantasma, um FANTASMA, eu vi!!!
Sérgio então seguiu para o local onde a moça mostrava a procura de alguém, alegando:
– Vanessa, não ninguém aqui.
– Eu vi Sérgio! Eu tirei foto dele com sua máquina. Olha, olha, é verdade. Eu vi!
Os jovens levaram Vanessa para o escritório onde estavam os instrumentos e com semblantes perturbador viram a fotografia da aparição de vestido preto que a moça registrou. Agora todos estavam aterrorizados com aquela imagem que passava de mão em mão; decidiram então não ficar nem mais um segundo naquela escola. Chamaram à caseira explicando que iam comer alguma coisa e já retornavam. Mentira, pois todos seguiram em direção a praia.
Eles se entre olhavam, como cúmplices de algo misterioso e riam nervosamente:
– Deixa eu ver a foto de novo? – Pediu Diego para Sérgio.
– A máquina fotográfica está com a Vanessa.
– Comigo não, cadê a máquina gordão?
– Não está comigo, tá com você Paula?
– Não! Sérgio você não deixou na escola?
– Nossa, ficou sobre a mesa de ping pong. Vamos buscar? – disse Sérgio colocando a mão na cabeça.
Ninguém se voluntariou em acompanhar Sérgio, e ainda o desafiaram a buscá-la, pois ele era o mais cético de todos.
– Sérgio, você tem que ir lá buscar o seu aparelho pois temos que colocar na internet. Vai lá buscar sua máquina com a caseira – pediu Vanessa abraçada ao namorado Diego.
Sérgio deu dez passos em direção a escola, porém recuou onde disse temorosamente:
– Não quero ir sozinho, tenho medo desse tipo de coisas.
Os cinco permaneceram mais um tempo caminhando pela calçada da orla; partindo então pela avenida, seguindo cada um para sua casa. Ficou a promessa de na próxima segunda-feira pegar a câmera digital, quando a escola estaria cheia de alunos.
Sérgio chegou na sua casa e, em pouco tempo, já estava na cama deitado. Não consegui dormir apenas pensando na imagem daquela mulher registrada em sua máquina fotográfica, infelizmente seu equipamento não estava ali para ser analisado no computador. Foi quando teve a idéia de buscar pela internet por imagens semelhantes ou até iguais, desta forma desvendaria aquele mistério ou talvez desmascararia Vanessa.
Ele sentou-se na frente do computador, digitando as palavras chaves para a pesquisa. Primeiro digitou “fantasma na escola”, não havia nenhuma fotografia idêntica sequer; “espíritos dentro da escola”; “Ghost in school”; pesquisou por vídeos e nada. Após vários minutos de uma busca fracassada e já desistindo dedilhou no teclado: “Espectro na Escola”, em seguida, Enter...
Lá estava a imagem idêntica, sem nenhuma modificação ampliada no monitor. Algo muito estranho era que na fotografia que ele observava ali também estava o corredor de sua escola, sem nenhuma montagem. O jovem inclinou-se para olhar cada detalhe, sem sinais de manipulação. Cenário, objetos, luzes, sobras, observava o contorno da roupa negra e por último olhou o rosto. Notou que havia um pouco de contraste que se assemelhava as afeições dos olhos e de um nariz; ele então colou o rosto na tela e repentinamente a cabeça daquele espectro mexeu.
Sérgio deu um pulo para traz... Ainda sentado na cadeira esfregou os olhos, percebendo que era apenas uma imaginação de suas retinas. Mas, quem colocara aquela foto de sua escola na internet? Ele olhou novamente para o monitor e agora estava só o corredor vazio na gravura, sem o espectro da mulher. Como!? O que estava acontecendo?
Neste momento, as paredes do seu quarto começaram a sacudir produzindo um barulho muito grave, semelhante aos trovões ou uma poderosa onda batendo num rochedo. E todas as estruturas de bloco e reboco das paredes se desfragmentaram em terra e Sérgio se viu, com todas as mobílias daquele cômodo, ao ar livre. Era algo impossível naquela noite mas Sérgio estava, junto com sua cama, guarda roupa, raque, tapete e cadeira na areia da praia. Ele olhou em sua volta notando que estava só, sob uma grossa camada de nuvens espessas no céu de uma eminente tempestade que deixava o ambiente ainda mais em trevas. Dava para ele ver os clarões dos relâmpagos e ouvir a confusão de sons das ondas misturada aos estrondos dos trovões.
O nerd olhou para um flash que refletiu na água e lá estava flutuando o espírito que desaparecera do computador, olhando para ele. Era realmente algo assustador aquela aparição que estendia uma das mãos para o garoto como se estivesse pedindo algo. Sérgio notou então que a máquina fotográfica estava agora em seu colo; rapidamente ele conectou o equipamento ao computador para tentar transferir a imagem do espectro novamente para a internet. Ao olhar o espírito da mulher que flutuava sobre a margem das águas, viu que ela ainda estava com o braço estendido só que agora fazia um aceno negativo com a cabeça. Um gigantesco raio atravessou o monitor – fazendo saltar várias fagulhas em curto – atingindo seu peito, queimando todo seu corpo que tremia numa convulsão enrijecida.
Ele permaneceu estático sobre a cama com os olhos voltados para o teto, não estava paralisado pois ele poderia se mexer a hora que bem entendesse, mas não queria porque estava com medo. Seu peito doía só pelo fato do seu coração estar batendo; como se não houvesse espaço suficiente para os músculos cardíacos se movimentarem, machucando assim seu pulmão a cada palpitação, fazendo com que tudo fosse saltar do seu tórax. A visão do sonho circulava em seus olhos, semelhante a uma projeção nas paredes tomadas pela falta de luz. Sérgio buscava o controle de sua realidade, tentava acalmar-se respirando de maneira bem calma. As visões então dissiparam gradativamente como nuvens após o temporal, seus ouvidos se abriram e ele percebia estar saindo daquele pesadelo onde retornava ao quarto. Alguns sussurros femininos, bem lá longe, os guiaram no seu autocontrole; eram gemidos que ouviam num volume baixo e abafado que logo tornavam-se gradativamente nítidos até perceber que eram os delírios de prazer de sua madrasta fazendo sexo no outro quarto. Sérgio não levantou, muito menos ascendeu à luz para não incomodar sua família. Permaneceu deitado, acordado até a mulher se calar e em seguida clarear o dia.
O domingo passou para o jovem nerd de maneira congelada. Sem ânimo algum deixou que nada acontecesse. Apenas esperou que aquele dia fosse embora o mais rápido possível. Aguardava as horas passarem, afundado no sofá, olhando sua irmã mais nova apertar os botões do controle remoto para trocar os canais de desenho. Ele estava apático, com poucos pensamentos para processar; tinha esquecido de escovar os dentes, comeu mal, falou pouco à mesa, não foi tomar banho, apenas permaneceu estático olhando para a irmãzinha trocar os canais.
Sua madrasta já estava servindo o jantar quando reparou que havia algo de errado com o rapaz:
– Porque você passou o dia tão murchinho, Sérgio? – a mulher questionou, tocando com as mãos na testa e no pescoço do jovem para examiná-lo, concluindo em seguida – Está se sentido mal?
– Nada não mamãe. – era assim que a chamava, uma vez que ele convivera com ela desde bebê – Apenas estou meio pra baixo com um acontecimento inesperado, Tive até um pesadelo nesta manhã.
– Estão mexendo com você novamente na escola? – Perguntou a mãe, recordando alguns anos antes, quando os garotos da oitava série o humilhavam pelo fato dele ser o “Queridinho da Professora”. Continuando – Eu posso ir lá e conversar com a diretora.
– Eu não gostaria de falar sobre isto por enquanto. Só não é nada de grave.
– Sérgio, eu fico preocupada com você assim. Principalmente quando faz mistérios, além de tudo seu pai...
O garoto interrompeu o principio de discurso da mulher, porque aquele não era o momento para ele ouvir uma palestra e tentou encerrar o assunto falando de forma impaciente:
– Não é nada de grave mãe e ninguém está me provocando. O que sinto são coisas estranha que ainda não posso entender, a senhora já deve ter passado por isto quando era mais jovem.
– Deve ser porque você está perdendo “o controle”. – iniciando, mesmo assim a palestra – A gente sempre planeja tudo com antecipação para nossas vidas fluir de maneira harmoniosa, porém isto nos trás uma rotina que desanima. Às vezes, tirar proveito das situações inesperadas nos faz evoluir e torna nossas vidas mais relevantes; trazendo sensações imprevistas que podem ser felizes ou triste porém emocionantes.
– Entendo... Sérgio disse as últimas palavras daquele chato domingo, indo para seu quarto.
Ele teve o mesmo pesadelo da noite anterior, a praia deserta e escura encoberta pela temporal, os raios, trovões, ondas, sua máquina fotográfica e a aparição de vestido preto. O fantasma também estava flutuando a beira do mar, com uma das mãos estendidas pedindo algo. Sérgio, sentado com os pés na areia e com a câmera digital no colo, desta vez tentou mudar o desfecho do sonho, pegando o equipamento e mostrando para a assombração. O jovem notou que agora ela acenava positivamente com a cabeça. Então ele se colocou de pé e com toda força de seu braço lançou a máquina fotográfica ao encontro do fantasma. Foi na metade da trajetória do aparelho arremessado que o mesmo relâmpago de ontem cortou o céu, destruindo a máquina que continha o registro da imagem daquela aparição. A energia que se desprendeu com o impacto fora tão forte e intenso que um clarão ofuscou sua visão; seguida dum grave estrondo. Quando Sérgio conseguiu abrir os olhos, já era manhã e estava na hora de levantar e arrumar-se para a escola.
Ele chegou à cozinha, já com o uniforme e de mochila nas costas, o café estava pronto na garrafa térmica junto com o pão de forma e queijo – sua madrasta o fizera mais cedo para seu pai, que já tinha saído para o trabalho. O jovem então comeu rapidamente, enquanto apenas ouvia a televisão que sua madrasta na sala ligara. O telejornal da manhã mostra os acontecimentos do final da semana com assaltos, trânsito, espetáculos teatrais e agora mostrava que o dia permaneceria encoberto com algumas pancadas de chuva durante o dia.
Sérgio saiu para a escola, com um plano traçado assim que recuperasse sua câmera digital. Passou pela sala, despedindo-se da mulher acomodada no sofá que o alertou:
– Tchau! Pegou o guarda-chuva? Olha que vai chover!
Assim que entrou no colégio, agora ocupado por muitos adolescentes, já estava perto de tocar o sinal. Ele seguiu em direção a sala do Grêmio, onde esqueceu o aparelho, e quando passou pelo pátio cruzou com o casal Vanessa e Diego. Eles estavam com muita pressa e nem lhe cumprimentaram. O nerd chegou às escadarias e notou que a caseira agora fechava as grades que davam para as escadas. Sérgio pediu para ela esperar mais um pouco, pois tinha que pegar um aparelho que esquecera no último sábado. A mulher então respondeu:
– É a máquina fotográfica? Se for o casal acabou de pega-la; a moça falou que era dela.
Sérgio correu pelo pátio, esquivando-se dos outros alunos que estavam em seu caminho para tentar alcançar os dois. Correu pelo corredor ouvindo os gritos de advertência da inspetora e, ao chegar no portão de saída, se chocou com Paula.
– Viu para onde foi sua irmã? Ela está com minha máquina com a fotografia.
– Ela acabou de passar por mim. Estava com Diego e seguiram em direção a praia.
Foi neste instante que chega Antônio para divulgar os ensaios da fanfarra, como combinado:
– Por favor Paula, nós precisamos apagar aquela fotografia! Disse Sérgio nervosamente.
– Mas o quê está ocorrendo com você...
Sérgio puxou os dois pelo braço, dizendo:
– Venham comigo que lhe explico!
Chegaram na praia ambos sem fôlego pela corrida, Antônio ficara um pouco para trás. Pararam um para respirar avistando o casal sentado num banco mexendo na câmera distraidamente. Sérgio seguiu em direção dos outros dois, porém quando Vanessa percebeu que o nerd se aproximava pegou tudo que era seu do banco e fugiu pela areia.
Apesar de ser aquela as primeiras horas da manhã, havia um denso teto de nuvens escuras no céu que deixava aquele dia mais escuro, anunciando a chuva que chegaria em instantes. O vento soprava em direção do mar e Vanessa corria com dificuldades pela areia fofa que se levantava a cada pisada. Sérgio tentou alcançá-la caminhando atrás dela. Ele observou que a moça ganhava distância, mas não se desesperou, pois o vento a empurrava para a água e em pouco tempo ela teria que parar. Antes mesmo do esperado, Vanessa tropeçou na areia e caiu de cara no chão, sujando-se toda. Neste mesmo instante o primeiro trovão estrondoso anunciou a tormenta.
– Se afasta de mim! – gritou Vanessa cuspindo areia que continuou – Eu só quero pegar a foto que tirei, é meu direito, fui eu que fotografei!
– Vanessa, estamos lidando com forças ocultas, – disse Sérgio de maneira calma enquanto aproximava da garota que arrancava suas sandálias e tentava levantar-se, mas ela era atrapalhada pela areia acolchoada e pelo vento forte. Antônio, Diego e Paula também chegavam atrás do jovem nerd e outro trovão soou mais perto deles. A atmosfera estava assustadoramente pesada dando uma sensação de agonia para Sérgio que continuou sua frase – me ouça, temos que apagar esta fotografia.
Vanessa apoiou uma das mãos no chão e com a outra, segurando a câmera eletrônica, tentava se equilibra. Ela levantou ainda cambaleando, ergueu os braços, tentando colocar seu corpo de forma ereta quando gritou:
– Esta foto é minha, eu fotografei! Todos têm que saber... Tenho que publicar na internet. . . – Vanessa não consegui terminar pois com os braços erguidos se transformou num para-raio, quando um relâmpago entrou por sua mão fechada e explodiu em seu corpo.
Duas semanas se passaram; lá estavam na escola a mãe e irmã da morta. Toda rotina de ambas haviam se transformado após a tragédia com Vanessa. A médica legista confortou as duas ao dizer que a morte da menina foi instantânea, porém, no enterro, a defunta apresentava uma aparência macabra com uma expressão de horror no rosto, dentes trincados e a mão com pedaços derretidos da máquina presa no tecido da pele carbonizada. Elas tentavam agora retornar a normalidade. Como aquele dia que estava limpo e claro; com o Sol irradiante e uma suave brisa que movimentava as folhas dos coqueiros. Na praia agora havia alguns turistas contemplado a paisagem, banhavam-se nas águas mornas do mar, esportista corriam pela orla desviando-se dos casais de namorados que tomavam sorvete nos quiosques.
Paula chegou na escola com a mãe para pedir transferência, pois não tinha mais condições de concentrar-se nos estudos sem a presença da irmã que sempre estivera lá. Talvez em uma escola nova ela pudesse concluir seus estudos. Ambas aguardavam o atendimento do lado de fora da secretaria, no largo corredor, quando Paula arregalou os olhos para o teto e apontando na direção gritou:
– Mãe ali, está gravado!!! – ela estava apontado para uma das câmeras de monitoramento enquanto repetia – Está gravado mãe, a senhora vai ver que não estou mentindo! Temos que ver as gravações, tá gravado!!!
A moça tremia e desesperadamente apontava para a câmera pendurada no teto, as lágrimas já brotava dos olhos de Paula e as portas das salas de aula eram abertas onde pessoas começaram a sair para verem de onde estavam vindos aqueles gritos ecoantes.
A mãe de Paula tentava acalmá-la dizendo:
– Calma filha, eu acredito em você. Nós vamos ver as gravações.
– e voltando para uma das atendentes da secretaria continuou
– Cadê a diretora? Ela tem que nos mostrar as gravações.
Fora no monitor de vídeo na sala da diretora que ambas viram perplexas as imagens daquele fatídico sábado.
– Minha Nossa Senhora! – exclamou a diretora com a mão segurando o queixo caído, enquanto recuava para tentar afastar-se da imagem.
O vídeo mostrava uma mulher de vestido preto flutuando no corredor, quando no canto inferior aparecia Vanessa apontando a máquina fotográfica para o fantasma que balançava negativamente a cabeça; em seguida um clarão ocupa toda a tela que fica esbranquiçada, retornando a normalidade gradativamente. Vanessa agora estava agachada num canto da parede enquanto o corpo gordo de Antônio aproximava-se para acudi-la.
– Quero uma cópia deste vídeo – falou a mãe para a diretora de forma assustadora enquanto abraçava a filha sobrevivente.
Mãe e filha se entreolham. Lá fora, aquele lindo céu fora manchado por uma pequena nuvem negra.